O terremoto do Nepal de abril de 2015 foi o pior dos últimos 80 anos, matando quase 9.000 pessoas e ferindo quase 22.000. 

 

Os Tamang, povo indígena da região Hilamaia do Nepal, foram atingidos desproporcionalmente. 600.000 casas Tamang foram completamente destruídas e 1.385 Tamangs foram mortos, mais da metade da população. 

 

Dois anos após o terremoto, visitei a aldeia Tamang de Ichok, localizada em Sindhupalchok, a nordeste de Kathmandu. O governo nepalês ajudou muito pouco ou nada, as famílias a reconstruir suas casas, e muitas famílias ainda estavam construindo novas casas ao assumir uma dívida com o governo. A ajuda de organizações internacionais e voluntários era essencial, pois sem eles, os materiais para a construção de suas casas e seu abastecimento de água não estariam disponíveis. 

 

Os Tamang têm sua própria língua materna (chamada Tamang) ainda hoje, em grande parte, falada. Ele pertence ao grupo linguístico tibeto-burman. Os agricultores passam seus dias trabalhando o solo ou cuidando do gado de pasto. Os homens também trabalham com carpintaria, alvenaria e artesanato. Pensei que estava procurando sinais para retratar uma comunidade afetada por uma enorme catástrofe, o que encontrei foi um exemplo claro de uma comunidade cheia de resiliência. 

 

Valores que a humanidade admira - coragem, integridade, generosidade - são princípios instintivos de Tamang. Estar junto com eles me ensinou o que estes valores realmente significam, além de dar uma base clara para vivê-los: gratidão por estar vivo.